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but-plug-tail-2Dentro das práticas fetichistas do BDSM temos um jogo erótico que consiste transformar a submissa (ou submisso) em um animal de estimação. Assim, a pessoa pode ser transformada em gato (kit), cachorro (dog), raposa (fox) ou outros animais que o Dominador desejar.

Independente de ser ou não adepta do BDSM, você pode brincar de Pet Play em casa usando apenas dois acessórios para “compor a cena”: uma coleira e um butt plug tail. Opa! Que nome novo é este? Coleira você já conhece, então vamos falar sobre o tal plug diferente… Por quem sem ele não dá pra brincar de “cadelinha”…

O Plug Tail é  um tipo de plug com cauda de animal falso, principalmente usados em jogos de dominação. A cauda geralmente é feita com pele falsa, anexada ao final do tampão de modo que quando desgastados ou inserido, a impressão é de que a pessoa tem uma cauda.
São fabricados com o cabelo longo ou imitação de pele dos animais ligada à base. Em algumas formas é semelhante a um vibrador, mas tendem a ser mais curtos e com uma extremidade flangeada para evitar que o dispositivo saia facilmente do corpo. Geralmente são chamados de “Plug Fetish” por que são projetados de forma incomum, diferente e para atender especificamente a fetiches sexuais.

Os Butt plugs vêm em uma variedade de cores, formas, tamanhos e texturas. Alguns são projetados para se parecer com o pênis, com nervuras ou ondulado. A maioria, no entanto, é a forma mostrada na figura ao lado que tem uma ponta fina, é mais largo no meio, um entalhe para mantê-lo no lugar uma vez que é inserido e uma base alargada para impedir a inserção completa no reto. Estes plugs diferentes são feitos de uma variedade de materiais, sendo o látex o mais comum. Outros materiais usados incluem silicone, neopreno, madeira, metal, vidro, pedra e muitos outros materiais.

O Dominador pode presentear a sua submissa com este acessório. É imprescindível que ela já tenha praticado sexo anal. Depois de inserido, este acessório também pode ser movido dentro ou para fora para maior excitação. Para este tipo de atividade, um butt plug com nervuras pode aumentar ainda mais a sensação de prazer. Eles também podem ser usados continuamente (ou ser bloqueáveis) durante longos períodos de tempo.

Uma coleira nesta “gatinha” ou “cachorrinha” é muito bem vinda para dar maior veracidade à cena. Enquanto isso, seu Dono pode fazer ela passear pelo quarto. Ou quem sabe ele pode sentar numa poltrona e pedir uma deliciosa sessão de sexo oral… Com um detalhe maldoso: que ela venha até ele de quatro, nua, de rabo e coleira.

Essa brincadeira foge dos teus conceitos tradicionais de sexo, não é? Eis a diferença de “brincar de fetiche” o prazer da dominação e submissão está justamente na manipulação desses papeis, interpretações e representações e no jogo psicológico que decorre deles.

A simbologia inerente ao ato da transformação e até mesmo o treinamento para que a sub incorpore seu papel e possíveis punições decorrentes de uma má representação desperta muitas sensações tanto para quem é o dominante quanto para quem é o “pet”. Normalmente esses sentimentos são uma combinação de disciplina, controle e adoração.

Outro plug anal que vale a pena citar e que vai ficar lindo na “sua cadela” (alguns são mostrados em filmes pornôs) é a Jóia Anal. Este é um tipo de plug onde a extremidade bulbosa está inserida no ânus e a extremidade que fica fora do corpo está decorado. A maioria das peças de joias anais é feitas de aço inoxidável e têm tipicamente algum tipo de ornamentação na área que está fora do corpo. Estas peças de aço inoxidável também são projetadas para ser usado por um longo período de tempo; embora eles forneçam uma sensação de plenitude no ânus, eles são mais para mostrar do que por prazer.

Agora imagine comigo: já pensou brincar de “cachorrinho” ou “gatinha”com o seu Dono? Literalmente se entregar a todos os caprichos dele e
fazer o papel de submissa, desfilando com estes acessórios pra lá dediferentes?

Gostou desta ideia, não é? Experimente e depois me conte como foi…

Fonte: http://www.meusfetiches.com.br/voce-sabe-como-brincar-de-pet-play/20/06/2015/

50Deixando para trás tabus e preconceitos, a ciência está cada vez mais convicta de que práticas como o bondage fazem bem tanto para a mente quanto para o corpo

O filme Cinquenta Tons de Cinza, inspirado no bestseller mundial de mesmo nome, escrito pela autora britânica E. L. James obteve êxito comercial absoluto, a obra é amada e odiada por muitos. Apesar das polêmicas, a conturbada história entre o casal protagonista Anastasia Steele e Christian Grey possui um mérito que não se pode negar: o estrondoso sucesso literário – e agora cinematográfico – deu origem a um acalorado debate sobre práticas sexuais que sempre estiveram envoltas em tabus e preconceitos. Um número cada vez maior de pesquisas começa a comprovar de maneira científica que adeptos do chamado BDSM (bondage e disciplina, dominação e submissão, sadismo e masoquismo) podem obter a partir destas atividades uma série de benefícios físicos e mentais, sobre os quais a comunidade de praticantes já sabia há muito tempo.

Quando você está amarrado, é como se não fosse responsável por mais nada que acontece – e há um sentido de liberdade nisso – Ratie, praticante de BDSM

Em um estudo de 2013, os pesquisadores entrevistaram 902 pessoas que realizavam práticas BDSM regularmente e 434 indivíduos “baunilha”, termo usado para se referir àqueles que fazem sexo convencional. Ao responderem perguntas sobre personalidade, relacionamentos, vínculos e bem-estar em geral, os participantes adeptos do bondage (fetiche de amarrar e imobilizar o parceiro de diversas formas) demonstraram um menor grau de neuroticismo, traço semelhante à ansiedade, quando comparados com os que só faziam sexo baunilha. Eles também se mostraram mais seguros, confortáveis e calmos em seus relacionamentos, o que sugere a existência de uma ligação entre a prática e estes traços psicológicos positivos.

Outro efeito muito familiar à comunidade BDSM são os estados alterados de consciência. “Eu faço muita ioga e meditação”, disse a NYMag uma praticante dos fetiches e especialista em relações internacionais em uma grande ONG, que se identificou apenas como Ratie. “Eu acho que a corda pode ter o mesmo efeito. Quando você está amarrado, é como se não fosse responsável por mais nada que acontece e há um sentido de liberdade nisso. É um dos poucos momentos nos quais não tenho que me preocupar com todas as minhas responsabilidades”, contou. “Tem esse arrepio que corre o corpo todo. É como uma droga”, disse Christy, outra adepta. Outras pessoas relatam este estado mental como uma forma de escapar de si mesmas semelhante a que se obtém com o álcool – só que com percepções mais claras e aguçadas. É mais uma sensação de atenção plena do que de inebriação.

Este estado de liberação completa do estresse e foco apenas no presente é chamado de “subespaço”. Os praticantes do BDSM relatam que ele é mais facilmente obtido através do bondage, mas que também pode ser alcançado por meio de atividades de submissão. É o contrário do “sobrespaço” sentido pelos dominadores, que tem mais a ver com um senso de foco, controle e satisfação. Estudos realizados com dominadores e submissos mostraram que os níveis de cortisol (hormônio do estresse) diminuíam em ambas as partes após as práticas sexuais. Testes mentais de memória, atenção e autocontrole apontaram um pior desempenho dos submissos – um indicativo da alteração de consciência. Segundo Brad Sagarin, psicólogo especialista em BDSM, pode-se chegar a estados parecidos com exercícios físicos ou drogas. “Isso faz com que as pessoas se liberem por um tempo. Você é colocado em uma posição onde não tem controle, e isso na verdade é muito libertador. Você pode apenas relaxar e se soltar”.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/noticia/2015/02/50-tons-de-bdsm-os-beneficios-que-os-fetiches-trazem-saude.html

feticheQual é a diferença entre um fetichista e um praticante de BDSM?

Fetichista é a pessoa que tem preferências sexuais não-baunilhas (o sabor de sorvete mais comum é de baunilha, assim usou-se esse termo para se referir a relações sexuais convencionais, comuns, que tem como expoente a posição “papai-mamãe”). Ou seja, é aquela pessoa que tem preferência ou fixação em algum tipo de objeto, roupa, acessório, prática ou comportamento sexual. Por exemplo: uma pessoa que adora pés, que gosta de ver e espiar os outros, que gosta de roupas exóticas na hora do sexo, que somente aprecia práticas sadomasoquistas (mas não vive a cultura BDSM) etc.

Um praticante de BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo) vive este estilo (filosofia) de vida e leva a sério em outros setores. Já um fetiche é feito por si mesmo. Práticas são condutas, ações, estados e/ou fetiches específicos dentro do BDSM (o que é feito dentro de relações deste tipo).

Exemplos: práticas de dogplay, foodplay, spanking. Muitas vezes estão grafadas em inglês, seja por não haver correspondente em nossa língua, seja para que as pessoas baunilhas não percebam do que se trata ou por simples costume de americanizar tudo.

Exemplo: existem pessoas que tem o fetiche da podolatria (gostam de pés) e o fazem num contexto onde não há dominação nem sadismo nem bondage, apenas gostam de pés e os cultuam. Simplesmente fetichistas. Entretanto pode ser que uma escrava (quem se submete voluntariamente no BDSM) que tem o fetiche por pés o faça numa conotação de BDSM, para servir o seu Senhor, daí temos além de um fetiche, uma prática BDSM.

Todavia, pode ser que a escrava lamba o pé do dono apenas para agradá-lo, já que não gosta de podolatria, então estaremos diante de apenas uma pratica de BDSM, pelo prazer do dominador, e não de um fetiche.

Vemos então que fetiches e praticas de BDSM não são a mesma coisa, embora muitas vezes se confundam.

Fonte: http://www.meusfetiches.com.br/a-diferenca-entre-fetiche-e-bdsm/06/05/2015/